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terça-feira, 30 de março de 2010

Homens-meninos, namorados malvados

Por Jéssica Bueno


     - Você está machucada?
     - Não... Isso não é tão ruim. Eu apenas tropecei...
     Se você tropeçar no amor, pode melhorar.
     Mas se você cair no amor, você cairá para sempre.

     Olá pessoal, essa semana comecei a ler um livro muito interessante. Esse livro não conta história, na verdade é um exame meio psicológico, chama Mentiras de amor "O que os homens não sabem e as mulheres não admitem" da Deborah Mckinlay. E MENINAS, tem uma parte do lado masculino que eu nunca tinha parado pra pensar, mas não pude deixar de concordar com a autora. Segue:
     “Quando o homem é menino ele faz coisas desse tipo:
     a) Atira num passarinho com uma espingarda de ar comprimido.
     b) Enfia o cachorro da família numa caixa e bate nela com um enorme pedaço de pau.
     c) Tortura um gatinho com fogos de artifício.
     O homem-menino se sente muito mal por ter feito essas peraltices. Ele carrega consigo a carga de culpa por um longo tempo. Então ele cresce, arruma uma namorada e conta a ela sobre tudo isso.
A namorada pensa que essa história, e o fato de o homem ter lhe contado, são uma prova da vulnerabilidade dele, de sua franqueza e de seu amor.
Ela não enxerga o que isso é realmente. É UMA HISTÓRIA ADMONITÓRIA.
     Até o dia em que a namorada está frágil como o passarinho, irritante como o gatinho, doce e devotada como o cachorro da família e o homem pega a espingarda de ar comprimida e atira nela.”
     Agora tudo faz sentido! Então é por isso que quanto mais choramos, mais eles pisam em cima de nós.
     Com certeza, toda garota já passou ou ainda vai passar por essa fase de maldade masculina. Se apaixonar e ao invés de ser correspondida, é massacrada sem dó nem piedade sendo que, cada lágrima do rosto da pobre criatura é um troféu para o ego daquele garoto que está aprendendo a ser um homem muito, muito bipolar no aspecto amoroso. Ok, não gosto de generalização, então vou ressaltar: não todos, mas grande parte deles são assim.
     E mesmo quando os sentimentos são correspondidos, haverá a fase “te chuto, porém te amo”, a qual se refere o trecho acima. Todo ser humano precisa de um ponto de fuga, algo para descarregar seus sentimentos reprimidos, nesses momentos, as mulheres ficam frágeis e procuram por alguém mais forte, que possa ajudar a restabelecer o controle. Os homens, bem, eles precisam de um ser frágil para se sentir mais fortes e conseguirem ter controle de suas vidas.
     Há quem possa defender-se dizendo que é um comportamento instintivo, contudo, já faz séculos que o ser humano deixou de agir por instinto e passou a fazer uso da razão. Não é a toa que dizem que as mulheres estão à frente...
     “A mulher adquire uma postura totalmente defensiva. Ela cerra os dentes e se contém. Quando mão consegue mais ocultar a evidência das suas lágrimas, conta às amigas que estão passando por ‘um mau momento’.
     Ele não consegue controlar seu homem-menino. Ele é quase compulsivo em sua crueldade. Esta mulher simplesmente não vai revidar. Ele a atinge com mais força. Não consegue se conter. Apenas quer ver o quanto esse pobre e estúpido animal irá aguentar.
     Quando o homem finalmente ergue os olhos e vê o sangue manchando as penas brancas do peito da avezinha, quando ele pára de gritar e escuta os ganidos da sua devotada companhia canina, quando se imobiliza por um instante e sente o gatinho esfregar suas pernas...
Ele se sente uma droga”.
     Talvez seja por isso que os homens dizem que as mulheres são confusas, dá pra não ficar confusa com um ser assim? Num dia eles estão com aquele olhar frio e cruel que combina sadicamente com sua expressão de prazer, riem enquanto atiram nos pobres animais. E no outro chegam com a cabeça baixa e olhar suplicante. São, então, vitimas da sua própria raiva. “Oh! Eu nunca quis te fazer sofrer, eu não pensei no que estava fazendo, me perdoe”, e como se já não bastasse tanta falta de vergonha, acrescentam “Eu sou mesmo um idiota”.
     De fato, são. Espero que mais garotas tenham coragem de dizer isso, e precisam começar a praticar desde cedo. Uma menina pode gostar de um garoto e chamar isso de amor, ela com certeza vai sofrer por esse sentimento cedo ou tarde e esse garoto sempre vai tentar se redimir, geralmente tarde demais, e então ela se pega pensando em dizer “tudo bem, fofo” , porque ela ainda tem esperança que ele possa ter guardado as lágrimas que ela chorou e transformá-las em sorrisos. Alguém precisa dizer a essa menininha que isso não vai acontecer. Alguém tem que dizer que é preciso cortar o mal pela raiz. Seus sonhos já foram jogados no lixo e por direito ela deve dizer “Sim, você é mesmo um idiota”.
     O bom sofrimento é aquele que ensina a não fazer a mesma coisa duas vezes. Se os sonhos de alguém forem tirados deste, ninguém vai levá-los de volta. Se um coração foi partido, quem o partiu raramente o concertará. E não pensem que eu estou dizendo que sofrer é bom, só que eu prefiro esquecer a parte do choro e do afogamento pessoal e lembrar apenas do que ele me ensinou. Não adianta se apegar ao que não funcionou direito.
     Estou errada?

terça-feira, 16 de março de 2010

Exija seus direitos

Por Jéssica Bueno


     Na última sexta-feira (12), um grupo, envolvendo homens e mulheres, bateu de porta em porta, no período entre aproximadamente nove horas da manhã e três horas da tarde, no bairro Novo Chapadão em Campinas. Eles diziam estar fazendo uma pesquisa para o Senso e pediam para que os moradores respondessem a algumas perguntas e preenchessem um questionário.
     Ao final destes, os integrantes diziam-se ex-presidiários da Bahia e exigiam que os moradores lhes dessem quatro cheques no valor de R$ 95,00. "No começo eles disseram que não envolvia dinheiro, e depois pediram os cheques." Disse a dona de casa Augusta. "Eu disse que não tinha o dinheiro, mas eles ficavam insistindo. Começaram a me cercar e a dizer que eram ex-presidiários, que saíram do mundo das drogas, que não matavam mais e esse dinheiro ia para a alimentação deles. Fiquei com medo."
     A maioria dos moradores do bairro disseram que acabaram dando o dinheiro por se sentirem intimidados e moralmente agredidos. "Não vi outra saída a não ser dar-lhes os cheques, eles não iam embora." Contou a dona de uma floricultura. "Temi pela minha família." Apenas os que puderam atendê-los com os portões fechados conseguiram escapar.
     Depois de pegar o dinheiro, o grupo dava a eles um minidicionário e um comprovante com endereço e telefone da Bahia, o que deixou os moradores confusos, no inicio tinham de responder perguntas para uma pesquisa do Senso, depois precisavam pagar o equivalente a R$ 380,00 para ajudar na alimentação dos ex-presidiários e por fim, estes lhes davam um minidicionário inglês/português.
     Além disso, o fato do telefone e do endereço serem de outro estado, dificulta possíveis reclamações dos moradores, que não sabem o que fazer. "Meu marido quer sustar os cheques, mas eles sabem onde moramos, tenho medo que voltem e façam alguma coisa" Acrescentou a dona de casa.
     Em caso de golpes como esse a melhor coisa que se tem a fazer é chamar a policia para resolver o problema. Opressão é desrespeito aos direitos humanos, uma vez que consta na declaração:
     "Artigo III - Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal"
     "Artigo XII - Ninguém será sujeito a interferências em sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem proteção da lei contra tais interferências ou ataques."
     Reclame pelos seus direitos perante a sociedade, pois é isso que a fortalece e a torna mais justa e igualitária.

terça-feira, 9 de março de 2010

Temo que usa esses plural

Por Jéssica Bueno

     Segundo meu professor de jornalismo impresso, uma pessoa só pode falar usando argumentos referentes ao que ela estuda. Eu estudo comunicação social, então, é sobre isso que vou falar agora.
     Já faz muito tempo que as pessoas estão se esquecendo de que as palavras mudam de forma para acompanhar quantidade. Aposto que ninguém sabe quando isso começou, talvez entre um “vire as esquerda” ou algum apressadinho que se enrolou para xingar mais de uma pessoa: “vão tudo à merda seus fio da mãe”.
     Daqui a pouco a principal caracterização da linguagem popular não será mais o uso das gírias, mas o não uso do plural. Na briga deste com o gerundismo eu nem ao menos quero ficar para ver quem ganha. Imagine se houver um empate, já é ruim o suficiente viver colocando os “esses” mentalmente nas palavras quando as pessoas que estão falando comigo esquecem, ou tendo arrepio quando escutar “Eu vou estar ligando para você”, ouvir uma mistura como “Nós vamo estar mandando as coisa pra você ainda essa semana” é a morte da cultura linguística!
     Temo escutar crianças cantando: “Ciranda cirandinha vamo tudo cirandar, vamo dá a meia volta, volta e meia vamo dá”. Pergunto-me se os jovens estão aprendendo errado em casa ou na escola, não mais de uma vez escutei professoras dizendo “vamo guarda as canetinha agora”. Talvez as pessoas estejam se esquecendo que o bom uso de sua língua também é educação. Logo, se a sociedade não se corrigir, em cinco décadas faculdades exigirão livro de Camão para o vestibular e adolescentes escreverão sobre a ditadura de Getúlio Varga.
     Talvez hoje essa observação seja um cúmulo, contudo parece que as pessoas só decidem mudar seus hábitos quando as coisas chegam ao extremo. Tal fato ficou evidente com o aquecimento global, é algo como “Nossa, as geleiras vão derreter daqui a alguns anos, logo teremos que tomar uma atitude - (1995)”, nada foi feito nesse meio tempo para impedir as catástrofes biológicas, até que elas finalmente começaram a ocorrer e as pessoas a se preocupar: “Nossa, as geleira tão derretendo, agora temo que fazer alguma coisa – (2006)”.
     A vida só acaba com a morte, a cultura e o planeta com a ação viva das pessoas.

terça-feira, 2 de março de 2010

E então, mundo real?

Por Jéssica Bueno

     Olá Pessoal. Desculpem a falta que dei na semana passada, na verdade não tenho justificativa plausível para explicar como eu fui esquecer de escrever no melhor blog! O fato é que minha irmã irá se casar e eu é que estou ficando maluca.
     Pensei muito num assunto interessante sobre o qual escrever, honestamente encontrei vários, mas gostaria de mostrar a vocês algo que aprendi na minha primeira semana na faculdade.

     Coisas que você já deveria saber sobre a faculdade, mas nunca acreditou.
     1. Sabe quando os professores ficam te fazendo escrever na velocidade da luz para poder apagar a lousa? Pois é, isso realmente acaba. A boa noticia é que eles não irão ameaçar apagar tudo, a má é que eles vão apagar sem te avisar.
     2. Você pode SIM sair da sala quando quiser. Ficar do lado de fora batendo papo, ou gastando um tempo especial bebendo no bar. Contudo, se você reprovar porque teve uma falta a mais do seu limite de tolerância, não adianta reclamar.
     3. Descobre (na maioria dos casos) que realmente é bom nas matérias que escolheu para seguir. Porém, a grande parte dos seus colegas também são bons. A faculdade não é o melhor lugar para ser especial.
     4. O intervalo está muito curto no seu colégio? Reclame enquanto ainda pode! Porque depois nem sempre haverá um intervalo...
     5. Você tem seu estilo? A faculdade tem todos.

     Bom é claro que não quis desanimar ninguém, só gosto de mostrar a realidade para as pessoas. Vocês têm algo a acrescentar?
     A tagarela aqui tem. Está rolando um concurso em todo o país, prêmios de 3.000,00 a 6.000,00 reais, a inscrição é gratuita, só há gastos para enviar a matéria do concurso por correio à Brasília. A campanha diz: “O que passa pela sua cabeça quando o assunto é crack?”.
     Os participantes devem fazer uma monografia sobre o assunto, envolvendo citações de livros (não em sua forma literal, pois isso é considerado plágio), tabelas e gráficos. É muito interessante e vale a pena dar uma olhadinha.
     Infelizmente o concurso só é válido para estudantes universitários e está valendo até o dia 23 de abril de 2010. O mais legal é que os vencedores ganharão uma passagem com acompanhante com tudo pago para Brasília para receber seu premio.
     E então, quem está dentro?


     P.S.: Eu sempre digo, não basta estar no mundo, é preciso fazer parte dele.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Enlouqueçam! Mas com saúde

Por Jéssica Bueno


     O cacau, descoberto pelos maias e considerado por estes como o néctar dos Deuses, é a matriz para se produzir o chocolate que, desde meados do século XVII quando o mundo começou a conhecê-lo, é visto como afrodisíaco.
     Logo, sabe-se atualmente que ele possui propriedades químicas que quando ingeridas causam sensação de bem estar; além de agilizar o raciocínio, uma vez que há em sua composição cafeína e teobromina.
     Mas o conhecimento desse alimento divino não pára por ai, o site O Globo publicou uma matéria no dia 12 afirmando a descoberta de que o consumo comedido de chocolate pode ajudar a diminuir o risco de derrames, além de acelerar a recuperação de pacientes que sofrem de isquemia (falta de suprimento sanguíneo para os tecidos do corpo).
     Em contra partida, o site da Abril diz, na seção saúde, que é o chocolate amargo que beneficia o ser humano, prevenindo diabete tipo 2, reforçando as defesas do corpo e auxiliando no controle do apetite.
     Porém, que atire o primeiro tablete quem se contenta com uma única pedra, pois essa é a quantidade ideal de Teobroma cacau (nome científico) para uma vida mais saudável. E não esperemos que o rei asteca Montezuma II levante de seu túmulo e o atire, uma vez que bebia vários frascos de tchocolati antes de ficar com as mulheres de seu arem, certamente por ter tido uma visão do futuro e concordado com o aventureiro sedutor Casanova (1725-1798) que dizia que o chocolate era o elixir do amor.
     Não bastanto, aparentemente os suíços são da mesma opinião, como pode-se ver na tabela abaixo:

     Consumo de chocolate no mundo
País
Consumo anula per capita
Suíça
12 quilos
Alemanha
10 quilos
Inglaterra
9 quilos
França
7 quilos
Estados Unidos
5 quilos
Japão
2 quilos
Brasil
1,8 quilo

     Thanks: Guia dos Curiosos e aos queridos leitores!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Repete o que eu falei!

Por Jéssica Bueno

     Ouvi essa frase durante muitos meses ao longo de três anos, meu professor de biologia adorava assustar alunos desatentos dando um tapa destrutivo na lousa e gritando essa frase com a expressão mais presunçosa já vista.
     Lembrei disso quando, por um motivo que só quem me conhece sabe, estava pesquisando sobre distúrbio e déficit de atenção, também chamado por DDA, que é uma doença causada pela disfunção neurológica no córtex pré-frontal (área responsável pelas respostas práticas e criativas). Quando pessoas com DDA tentam se concentrar a atividade desta parte do cérebro diminui ao invés de aumentar, causando problemas como distração, impulsividade, pequeno âmbito de atenção, desorganização e humor instável.
     “Uma vez tratei de um homem que ficava quieto atrás de um canto de sua casa e pulava de repente para assustar sua esposa na hora em que ela fosse entrar. Ele gostava da mudança que obtinha com os gritos dela. Infelizmente para sua esposa, ela ficou com arritmia, devido aos sustos repetidos.” Diz o Dr. Daniel G. Amen, em seu livro Transforme seu cérebro, transforme sua vida. “Tratei de muitos adultos e crianças com DDA que pareciam sentir-se motivados fazendo seus animais de estimação ficar bravos, fazendo brincadeiras irritantes ou provocando-os. Muitas pessoas que sofrem de DDA inconscientemente buscam o conflito como uma maneira de estimular seu próprio córtex pré-frontal. Eles não sabem que fazem isso. Não planejaram fazer isso. Negam que fazem isso. E ainda assim o fazem.”
     Distúrbio de atenção é muitas vezes considerado graça ou manha pelos pais, contudo é uma doença complexa e difícil de ser tratada quando o diagnóstico é tardio, sendo que o tratamento envolve desde uma alimentação especial a Mozart, de acordo com a pesquisadora Rosálie Rebollo, crianças e adolescentes que reservaram umas horas de seu dia para ouvir Mozart apresentaram uma melhora na atividade cerebral.
     Encontrei também um teste muito simples para descobrir se uma pessoa tem DDA, porém, acentuo que para se obter um diagnóstico seguro e comprovado, é necessário ir ao médico. Use a escala abaixo e coloque o número apropriado ao lado do item. Cinco ou mais sintomas com a nota 3 ou 4 indicam grande probabilidade de problemas no córtex pré-frontal:

0 = Nunca; 1 = raramente; 2= ocasionalmente;

3 = frequentemente; 4 = muito frequentemente.

     1. Incapacidade de prestar atenção a detalhes ou evitar erros por falta de cuidado.
     2. Problema em manter a atenção em situações de rotina (dever de casa, tarefas, papelada, etc.)
     3. Dificuldade em ouvir
     4. Incapacidade de terminar coisas, seguimento insuficiente
     5. Falha na organização de tempo e espaço
     6. Distração
     7. Pouca habilidade de planejamento
     8. Falta de objetivos definidos ou de pensar no futuro
     9. Dificuldade em expressar os sentimentos
     10. Dificuldade em expressar solidariedade pelos outros
     11. Excessivo sonhar acordado
     12. Tédio
     13. Apatia ou falta de motivação
     14. Letargia
     15. Sentimento de vazio de estar "em uma neblina"
     16. Desassossego ou dificuldade de ficar parado
     17. Dificuldade de permanecer sentado em situações em que se espera que a pessoa fique sentada
     18. Busca de conflito
     19. Falar demais ou de menos
     20. Dar rápido a resposta, antes de as perguntas terem sido completadas
     21. Dificuldade em esperar sua vez
     22. Interrupção dos outros ou intromissão (por exemplo: meter-se em conversas ou jogos)
     23. Impulsividade (dizer ou fazer coisas sem pensar antes)
     24. Dificuldade de aprender pela experiência, tendência para cometer erros repetitivos.

     Boa sorte e me contem o resultado!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Lamber o cotovelo

Por Jéssica Bueno

     Bom dia galera! Sou a nova colunista matutina de suas terças, podem me chamar de JeHh, assim customizado mesmo haha. Não sou muito boa com apresentações e textos em primeira pessoa, mas como a primeira impressão é a mais difícil de ser mudada vou me esforçar!
     Terminei o ensino médio ano passado e vou começar a cursar jornalismo na Pucc. Muitas pessoas me perguntam por que escolhi jornalismo, uma vez que o diploma não é mais exigido, e sempre lhes respondo: porque escrever é a minha vida, além do mais, não é porque legalmente ele não seja exigido que deixou de ser necessário. Depois dos frequentes “porquês”, também recebo muitos alertas, como: “Jornalismo é uma profissão difícil, quase ninguém trabalha na área” , “ah! Tem que ser muito bom pra dar certo”.
     Sempre opto por não responder. Claro que é uma área difícil, sei disso mais do que ninguém, às vezes penso que se não fosse difícil não teria me atraído tanto. Ademais, o que não está complicado hoje em dia? A diferença entre sucesso e fracasso está na confiança, e do quanto alguém está disposto a se esforçar por si mesmo.
     E isso remete ao assunto que vou tratar nesse primeiro post.
     Semana passada ouvi uma história bem humilhante e verídica de um porteiro, isso mesmo, um porteiro, que ganhou uma cadeirinha de bebê e como no dia não pôde levá-la embora, deixou guardada na sala reservada aos funcionários do condomínio. Infelizmente, no dia seguinte o sindico decidiu que ninguém pode deixar pertences naquela sala e mandou jogar a cadeirinha no lixo porque não sabia de quem era.
     Qual a moral de um simples morador, que deve prestar atenção no condomínio, de jogar fora o que não lhe pertence? Este ato, por mais simples que seja, não deixa de ser desumano. É repugnante ver o quanto alguns seres se consideram melhores que outros, o quanto deixam de pensar no próximo como alguém que se esforça e tem sentimentos tanto quando o próprio.
     Contudo, meus caros, isso é tão comum que as pessoas nem ao menos se dão ao trabalho de parar para observar. Convivo com gente de vários cargos e observo cada uma delas como se fossem um objeto piscando em frente aos meus olhos; revolto-me sempre que constato injustiças, grosserias desnecessárias e degradação pessoal em seu dia-a-dia.
     Não tenho duvidas de que existem patrões-amigos, é raro e quem tem deve aproveitar. Conclui mesmo sem ter trabalhado, que não importa a profissão ou o cargo que se exerça, sempre haverá alguém para dizer que não está bom, que não se fez o suficiente. É como uma prova de fogo ao qual todas as pessoas estão predestinadas a passar e isso é tão certo quanto o fato de que ninguém é biologicamente capaz de lamber o próprio cotovelo.
     Entretanto, meus parabéns a quem insistiu ou ainda insistirá em dizer que é capaz, que sabe o que quer e vai provar que é bom no que faz, porque são essas pessoas que passam na prova da vida, são essas que fizeram as escolhas certas, que continuaram acreditando nos seus sonhos mesmo que o mundo lhes tenha dito que não vale à pena.